As probabilidades de uma vida

 MATÉRIA  29/04   quarta-FEIRA  - MATÉRIA 005 / DE: FRANCINE SANTOS

Muitos questionamentos são levantados a respeito do nosso destino; afinal, temos controle ou não sobre nossas vidas? 
As duas linhas de pensamento são bem simples:
> Não adianta lutar, existe uma linha já escrita para nossas vidas.
> Temos o livre arbítrio, nós somos os únicos responsáveis pela sorte ou azar de nossas vidas.

Endossando a questão sobre o destino, o francês João Calvino ofereceu uma apimentada teoria sobre o tema, a da Predestinação Absoluta. Segundo seu ponto de vista, os homens não tinham capacidade alguma para interferir na ação que determinava a salvação ou condenação. Para reforçar o tema devemos nos lembrar de que Deus decidiu o destino de seu filho na cruz – que escolhas Jesus teve? Na condição de criaturas de Deus, os homens são lançados a seus destinos já traçados antes mesmo de nascer, e não há nada a fazer contra a decisão tomada pelo grande Criador. Segundo essa teoria, uma pessoa abençoada pelo favor divino seria reconhecida pelas virtudes que ela preservava em seu cotidiano como: a sobriedade, a ordem e a vida simples. Já o seu oposto: a intemperança, a desordem e a vida de regalias. Para alguns críticos, a teoria da Predestinação Absoluta desconsidera a autonomia que o homem tem em construir e modificar os seus caminhos. Sob outra perspectiva, essa mesma teoria servia de instrumento para explicar a vida de pessoas que sofriam tantos tormentos ou que foram bem sucedidas a maior parte do tempo. Ainda hoje, ela fundamenta várias discussões de natureza religiosa e justifica a criação de várias igrejas cristãs.  

Porém vamos para um lado mais palpável: 

 Matematicamente, podemos provar a existência do destino. Como? A resposta é mais simples do que pensamos. Para responder essa questão avaliem um texto retirado do prefácio do livro ‘Almas Seladas’.

O termo probabilidade vem do latim probare, que significa provar ou testar. Está ligado diretamente ao provável, que descreve eventos futuros e associa-se com palavras como: risco, sorte ou azar.
Com a moeda entre os dedos lancei-a para o alto. A probabilidade pode ser compreendida apenas usando uma única moeda, basta sorteá-la e você terá 50% de chance de dar cara e 50%, coroa. A moeda caiu na palma de minha mão: deu cara. Lancei-a novamente, sabendo que agora, usando a probabilidade, teria 100% de conseguir uma coroa. Fui frustrado e novamente, saiu-me uma cara. Lancei-a consecutivamente e, por dez vezes, a moeda revelou sua cara aos meus olhos.
Aquela coincidência me perturbou.
Segui em direção ao mendigo segurando a moeda na mão. Quando fui lhe entregar, parei e me peguei olhando para ela. Alguns segundos passaram e fui advertido pelo mendigo que continuava com a mão estendida. Eu guardei a moeda em meu bolso e lhe entreguei uma nota de dez reais.
Assim que levantei meus olhos, lembrei-me da última frase ao término daquela matéria...
“Essas ocorrências ainda perturbam alguns cientistas.”
Com a mão no bolso parei refletindo:
– Mas, e se as moedas pudessem ser pessoas?
Indagações perturbaram meu espírito quando fui surpreendido por um velho curvado que arquejou e apoiou sua mão enrugada em meu ombro. Ele me disse que revelaria o segredo dos “Algoritmos Sagrados”.


Essa é a questão chave: “Mas, e se as moedas pudessem ser pessoas?” 
De acordo com a probabilidade condicionada podemos afirmar que é fato que entre mais de 7 bilhões de pessoas 1 nascerá com todo tipo de sofrimento enquanto outra o seu oposto. Agora o que ocorreria se ambas se encontrassem? Nasceria a saga Algoritmos Sagrados. 

É claro que Algoritmos Sagrados não se limita apenas a estes fatos, outros questionamentos são levantados.Se existe um Deus, este não poderia gerar as ocorrências que descrevemos como sorte ou azar? Será que sua vida se alterou por completo, e tudo por causa do tal prego no início de uma série de eventos? 
Esse tipo de pensamento já foi proposto no início da década de 1960, quando o meteorologista americano Edward Lorenz descobriu que fenômenos aparentemente simples têm um comportamento tão caótico quanto à vida. Ele chegou a essa conclusão ao testar um programa de computador que simulava o movimento de massas de ar. Um dia, Lorenz alimentava os cálculos da máquina com algumas casas decimais a menos, esperando que o resultado fosse quase nulo. Mas a alteração que deveria ser insignificante, equivalente ao prego do nosso exemplo, transformou completamente o padrão das massas de ar. Para Lorenz, era como se "o bater das asas de uma borboleta no Brasil causasse, tempos depois, um tornado no Texas". Com base nessas observações, ele formulou equações que mostravam o tal "efeito borboleta". Após anos de pesquisa nessa nova área, cientistas concluíram que essas pequenas mudanças de imprevisibilidade aparecia em quase tudo, do ritmo dos batimentos cardíacos às cotações da Bolsa de Valores. Na verdade o fundamento da teoria do caos é que há tantas variáveis no modo como o universo funciona que seria impossível prever e reforçar a ideia de um destino. Porém a saga Algoritmos Sagrados lança um novo questionamento: e se alguém for capaz de compreender todas as variáveis, também não seria controlador do destino? Para saber mais, leia Algoritmos Sagrados. .  

Francine Santos

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Almas Seladas 
Vol 1
Marcelo L. Pontes


Máscaras Reveladas 
Vol 2
Marcelo L. Pontes
 





Símbolo Oculto 
Vol 3
Marcelo L. Pontes

 
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